POSICIONAMENTO DE CAIXAS DE SOM EM GRANDES AMBIENTES.
Estética!
Como conciliar o melhor posicionamento dos equipamentos de áudio
e vídeo em grandes ambientes com a necessidade de manter um
de aspecto agradável?
Difícil missão dos técnicos e engenheiros de sistemas
de áudio, o respeito a estética dos templos e locais de culto é
uma exigência cada vez maior de pastores e líderes. Tanto que, em
alguns casos extremos, temos encontrado instalações extremamente
inadequadas, feitas dessa ou daquela forma por exigência da liderança
da igreja, com o fim de preservação da harmonia estética. Vamos começar analisando uma solução das mais populares, especialmente em templos relativamente pequenos e não muito largos, para até 300 pessoas: a fixação das caixas do PA (public adress = caixas de som voltadas para o público, a congregação ou platéia) nas paredes laterais do templo.
Esse sistema de distribuição do som pode funcionar
muito bem, dependendo das características do templo, contudo a forma
de fixação das caixas na parede tem sido um problema muito comum
que tenho encontrado, com caixas “coladas” na parede (figura 1),
sem qualquer inclinação que denuncie a intenção de enviar o som
diretamente aos ouvidos da congregação. Uma vez visitei uma igreja onde o pastor havia exigido que as 4 caixas compradas para o novo templo fossem instaladas próximas do teto e sem qualquer inclinação, por uma questão de “estética”. O resultado foi desastroso!!!! Enquanto a congregação reclamava do volume baixo e falta de legibilidade, especialmente durante o período de louvor, os moradores das residências vizinhas chamavam a fiscalização por não suportar o volume proveniente do templo, que invadia suas casas. Após pagar algumas multas e sofrer com as barreiras criadas pelo problema à evangelização dos moradores da vizinhança, o pastor resolveu “abrir mão” de sua exigência estética e, reposicionando as caixas, resolveu o problema. |
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Na
figura 2 vemos uma caixa corretamente instalada, com sua base a
1,90m do chão, devidamente inclinada na direção do ouvido de nossa
platéia. Isso nos permite obter índices de compreensão da palavra
cantada e pregada muito maiores, com um volume menor, afinal, nosso
ouvido recebe a informação diretamente, antes que hajam rebatimentos
indesejáveis em paredes, bancos, piso, teto, janelas, e outros componentes
da sala. Como disse no início, a fixação de caixas nas paredes laterais pode ser uma ótima alternativa se o templo for relativamente estreito. Porque isso? Em templos mais largos, quando fixamos as caixas nas paredes laterais, acabamos privando do som do PA os nossos irmãos sentados nas cadeiras e bancos mais próximos do eixo central do templo. Sendo assim, particularmente adoto uma convenção: quando sou chamado a cuidar de instalações de som em templos, aplico esse tipo de posicionamento de caixas quando o espaço da congregação se divide em até 2 fileiras de bancos com 1 corredor central (figura 3). Para templos mais largos, com maior número de fileiras, adotamos outras técnicas de distribuição do som. |
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| No próximo artigo veremos mais algumas dessas formas, para a melhor distribuição do som em templos com outras características construtivas. E lembre-se: não existe equipamento de áudio potencialmente ruim, mas sim empregado de forma ou em lugar errados. | |||



