CONHECENDO O FUNCIONAMETO DOS ALTO-FALANTES
Para que serve o
Alto-Falante? O alto-falante serve para transmitir uma mensagem, seja ela um discurso, uma música, um alarme, etc. Quando alguém quer falar ou tocar um instrumento musical para um grupo grande de pessoas, precisa amplificar o som original. Quando queremos ouvir um disco ou uma fita, precisamos transformar o sinal codificado em som. Para isso, fazemos uso de amplificadores que amplificarão o sinal elétrico gerado pela voz, instrumento musical ou disco, e de alto-falantes que transformarão o sinal elétrico em som. Portanto, o falante serve para transformar um sinal elétrico em pressão sonora. Ele é chamado de Transdutor ou Conversor. Um Transdutor é um dispositivo que converte um tipo de energia em outro. O falante converte energia elétrica em energia mecânica, que depois é convertida em energia sonora. É claro que todas essas conversões têm um preço: a energia vai sendo gasta pelo caminho e no máximo 5% da energia elétrica aplicada é convertida em som. Logo: FUNÇÃO
DO FALANTE: TRANSMITIR UMA MENSAGEM, |
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As arruelas fechada e aberta, o entre-ferro, assim como a
peça polar são de ferro doce. O ímã geralmente é de ferrite
de bário, um material que depois de magnetizado forma um campo
magnético em volta de si mesmo. É este campo que atrai metais
ferrosos para junto do imã. Todas as partes são coladas conforme a figura abaixo:
O gap é a região entre a arruela aberta e o entre-ferro. Quando
o conjunto é magnetizado, forma-se um campo magnético constante
no gap. Sua direção é paralela à arruela. Este campo é que
dará força ao alto-falante. A geometria do conjunto magnético
foi escolhida de forma a formar uma região (onde será colocada
a bobina) com campo magnético constante e intenso (gap).
Concluindo:
FUNÇÃO DO CONJUNTO MAGNÉTICO: FORMAR UM CAMPO MAGNÉTICONA REGIÃO DO GAP
.B) Conjunto
Carcaça:
É formado pela carcaça, pela guarnição e pelos terminais. A função da carcaça é sustentar o conj. móvel e o conj. magnético sem interferir na produção do som. Deve ser feito de material rígido (aço, alumínio ou plásticos) e deve sofrer tratamentos anti-corrosivos para suportar várias condições ambientais. Os terminais são os contatos por onde são ligados os fios dos aparelhos eletrônicos.
C)
Conjunto Móvel:
O conjunto móvel é formado por:>
- Bobina
- Cone
- Cordoalhas
- Suspensão (ou borda)
- Aranha (ou centragem)
- Calota (ou protetor de pó)
A primeira conversão de energia (elétrica em mecânica) ocorre
quando colocamos a bobina móvel no gap e aplicamos uma tensão
elétrica alternada nos terminais. Quando a corrente elétrica
alternada passa pelo fio da bobina que está imersa no campo
magnético, surge uma força eletromagnética. Esta força é perpendicular
ao campo e ao fio da bobina e, portanto, movimentará a bobina
para cima ou para baixo. Ela depende do valor do campo no
gap e do comprimento do fio dentro dele.
A bobina irá para cima ou para baixo com a mesma freqüência
da corrente alternada aplicada. Por exemplo: se a corrente
é de 1000Hz, a bobina irá para cima e para baixo 1000 vezes
por segundo.
A bobina é colada ao cone, portanto ele se movimentará junto
com a bobina (na mesma freqüência da corrente aplicada). Porém,
se não existisse a suspensão e a aranha (que estão coladas
no cone e na carcaça) quando aplicássemos uma grande tensão
elétrica nos terminais, a bobina iria para cima e sairia do
conjunto magnético. Mas com a aranha e a suspensão, o cone
volta para baixo. Elas funcionam como a "mola" do
alto-falante.
Além disso, centralizam a bobina dentro do gap.
O cone seguirá o movimento da bobina (para cima e para baixo)
com a mesma freqüência da corrente alternada aplicada. Quando
o cone se desloca, ou seja, vibra para frente e para trás,
ele movimenta o ar que está na sua frente criando uma região
de compressão (quando ele vai para frente) e de rarefação
(quando vai para trás). Deste movimento, forma-se uma onda
sonora (o som) que chega aos nossos ouvidos. A freqüência
da onda sonora será a mesma da corrente alternada que movimenta
o cone.
A calota protege a bobina e a região do gap. Junto com o cone, movimenta o ar na sua frente, portanto ela também influenciará a resposta do falante. Resumindo, temos:
BOBINA: É ONDE APLICAMOS A TENSÃO ELÉTRICA. JUNTO
COM O CAMPO
MAGNÉTICO NO GAP, GERA A FORÇA QUE MOVIMENTA O CONJUNTO MÓVEL.
ARANHA
E SUSPENSÃO: SÃO AS MOLAS DO ALTO-FALANTE.
CENTRALIZAM A BOBINA NO GAP.
CONE: MOVIMENTA O AR FORMANDO AS ONDAS SONORAS
CALOTA: PROTEGE O GAP E A BOBINA. PRODUZ SOM JUNTO COM O CONE.
4.
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS:
Veremos neste tópico quais são as principais especificações
técnicas do falante: impedância nominal, resposta de freqüência,
sensibilidade e potência. Estas são as especificações que
permitem ao cliente escolher qual o falante ideal para as
suas necessidades. Devemos, porém, ter uma visão ampliada
disso: quais são as especificações técnicas que o cliente
(que possui um determinado amplificador e quer um determinado
tipo de som) precisa? Para tanto, daremos um enfoque nas
especificações do falante baseado no amplificador e no tipo
de som desejado.
4.1
IMPEDÂNCIA NOMINAL:
O que é impedância? Como o nome mesmo diz, a impedância impede
alguma coisa. A resistência elétrica é um tipo de impedância,
ela dificulta a passagem da corrente elétrica. No caso do
alto-falante, existe a resistência elétrica da bobina, mas
também existem outros tipos de impedâncias: para o cone se
deslocar existem a compliância da aranha e da suspensão (impedância
mecânica) e do ar (impedância acústica) ao movimento. A impedância
total, soma de todas estas impedâncias, varia quando variamos
a freqüência no falante.
Quando variamos a freqüência, a impedância total do falante,
vista nos terminais da bobina cresce, passa por um pico e
depois cai até um valor mínimo. Daí em diante ela vai crescendo
novamente bem devagar. Este valor mínimo, depois do pico,
será a impedância nominal do falante. Para os alto-falantes
do comércio o valor da impedância está normalizado em 2, 4,
6, 8, 16 Ohms, etc. Quando medimos a impedância nominal, variando
a freqüência, devemos arredondar o valor obtido. Por exemplo:
5,75 Ohms dará uma impedância de 6 Ohms. Estes valores são
tabelados (ou normatizados) por causa dos aparelhos eletrônicos
(amplificadores) onde serão ligados os falantes. Deve haver
uma compatibilidade entre
a impedância nominal do falante e a impedância mínima na saída
do amplificador.
4.2.
SENSIBILIDADE:
A Sensibilidade é uma média do volume do som que o alto-falante
reproduz dentro da sua resposta em freqüência. Ela é medida
a 1 metro de distância do falante que está recebendo 1 Watt
de potência. A sensibilidade é medida em dB @ W @ m. Quanto
maior a força do falante (que depende do campo magnético no
gap e da bobina), maior a sensibilidade. A sensibilidade indica
o volume do som do falante. Se um falante possui uma sensibilidade
maior que o outro, com uma tensão menor conseguiremos o mesmo
volume de som e, por conseqüência, podemos utilizar um amplificador
de menor potência. Portanto, desejamos sempre aumentar a sensibilidade
do falante.
4.3.
RESPOSTA DE FREQUÊNCIA:
A Resposta de freqüência é a faixa de freqüência onde o alto-falante
melhor reproduz o
som. Para se determinar a Resposta de Freqüência teremos que:
1. Na curva
de resposta do alto-falante determinar a sensibilidade.
2. Subtrair 10 dB do
valor da sensibilidade.
3. Determinar as freqüências inicial e final na curva de resposta
onde o SPL tem o valor achado acima (sensibilidade a – 10dB).
4. A Resposta de freqüência irá da freqüência mais baixa até
a mais alta, encontradas acima. Cada tipo de alto-falante
exibe uma determinada resposta de freqüência:
Subwoofers:
20 a 100Hz (baixa freqüência)
– Woofers 50 a 3500Hz (baixas e médias freqüências)
– Mid-Bass: 100 a 500Hz (média-baixas freqüências)
– Mid-Range: 500 a 5kHz (médias freqüências)
– Tweeters: 2k a 20kHz (altas freqüências)
Se quisermos
um falante para voz, devemos escolher um com resposta de freqüência
de 500 a 2000 Hz (tons médios), por exemplo.
4.4. POTÊNCIA:
A Potência do alto-falante indica o maior valor que o produto
corrente elétrica alternada vezes a tensão elétrica alternada
pode atingir antes da bobina queimar. Em nossos catálogos
existem dois tipos de potência indicados: Potência NBR 10303,
e Potência Musical.
Potência RMS: potência elétrica máxima que o alto-falante
agüenta (ante da bobina queimar) quando aplicamos um Ruído
Rosa. O teste que determina a potência RMS é normatizado pela
ABNT (norma NBR 10303) e todos os fabricantes nacionais têm
que seguir a norma. Ruído Rosa é um sinal com todas as freqüências
misturadas, porém com o mesmo valor de energia por oitava.
No teste o ruído rosa passa por um filtro que é determinado
pela norma da ABNT.
Potência Musical:
é a potência máxima que o alto-falante deve suportar com programa
musical, admitindo uma distorção máxima de 5% no amplificador,
por tempo indeterminado. No caso da Selenium, é a potência
do nosso chamado teste de vida.
Neste teste, é utilizado um programa musical (rádio ou CD)
com em torno de 2 vezes a potência RMS aplicada no falante
durante 100 horas ininterruptas. Após as 100h, o falante deve
estar em perfeito estado elétrico e mecânico.
Existe no mercado uma certa confusão a respeito da potência do falante. Precisamos saber distinguir entre potência elétrica e potência sonora. Potência elétrica é esta que vimos acima, ou seja, é a potência que o falante pode suportar sem se queimar. Já potência sonora é a potência que o falante consegue emitir em forma de som. Esta potência está relacionada com a eficiência do falante e depende de uma série de fatores. Um alto-falante com grande eficiência terá alta sensibilidade e potência sonora, mas não precisa necessariamente ter uma grande potência elétrica. Podemos ter dois falantes: um com potência RMS de 300W e sensibilidade de 89dB e outro com potência elétrica RMS de 200W e sensibilidade de 92dB. Se aplicarmos 200W no segundo, devemos aplicar 400W no primeiro (que se queimará!) para que os dois tenham mesma potência sonora.
3dB = 2 x Potência RMS = 2 alto-falantes
Por isso, a relação entre a potência elétrica do amplificador e a sensibilidade do alto-falante é de suma importância. Na verdade, no sistema amplificador + caixa + falante estamos interessados é no som que este sistema pode produzir. Devemos ter uma noção clara de qual o uso que o cliente vai fazer deste sistema.
É preciso
ficar bem clara a relação entre potência do amplificador e
potência e sensibilidade do sistema falante + caixa. Na verdade
não é o cliente que deve determinar
qual a potência e sensibilidade do falante, e sim o seu amplificador
e o som que ele deseja "vender".
5.
TIPOS DE MATERIAIS UTILIZADOS NOS ALTO-FALANTES:
Como já citamos, para escolher um alto-falante é necessário
primeiramente saber em qual aplicação ele será utilizado.
Isso também vale para que tipo de material devemos ter nos
componentes. O que é melhor para baixas freqüências: suspensão
de celulose ou borracha?
Veremos agora quais são os tipos de materiais mais utilizados
nos componentes do
falante e quais os indicados para as diversas aplicações.
5.1
Materiais da Suspensão:
Os materiais da suspensão (ou borda) mais utilizados são:
• Celulose:
indicado para falantes de médias freqüências. Como é um material
mais rígido, a excursão do cone é menor e, portanto não permite
uma boa reprodução de grave. Também não é indicado para falantes
de alta potência, pois não é um material muito resistente.
• Tecido: indicado para falantes de médias e baixas freqüências.
É um material menos rígido que a celulose e de maior durabilidade.
Indicado para falantes de alta potência.
• Borracha e espuma: Materiais mais flexíveis, indicados para
falantes com alta excursão de bobina móvel. Ideal para baixas
freqüências (subwoofers). Geralmente a borracha possui maior
estabilidade mecânica.
5.2 Materiais do Cone:
Os materiais do cone mais utilizados são:
• Papel: material
mais utilizado em alto-falantes profissionais. Possui alto
amortecimento interno que diminui os vales e picos da curva
de resposta do alto-falante. Pouco resistente às intempéries.
• Polipropileno (PP): material plástico mais utilizado no
som automotivo. Possui alta resistência a intempéries e visual
mais atrativo. Porém, se for mal projetado, pode ter uma curva
de resposta de qualidade inferior.
• Kevlar® e outros materiais:
geralmente estes materiais sofisticados são utilizados para
dar maior durabilidade ao cone, porém com uma curva de resposta
mais adequada.
5.3 Materiais do Diafragma:
Os materiais do diafragma mais utilizados são:
• Fenólico: é um tecido com resina fenólica. Mais utilizado
para drivers de média freqüência e baixo custo.
• Titânio: material metálico. Mais leve, permite aumentar
a sensibilidade do driver, além de estender a resposta em
altas freqüências. Porém, possui timbre diferente do diafragma
fenólico.
• Alumínio, Berílio, ligas: materiais metálicos que possuem
características parecidas com o titânio.
5.4 Materiais da carcaça:
Os materiais da carcaça mais utilizados são:
• Chapa metálica:
material resistente e barato. Utilizado na maioria dos falantes.
• Alumínio: material com maior resistência mecânica que a
chapa, porém bem mais caro. Utilizado em falantes profissionais
de maior potência.
• Plástico: material com menor resistência mecânica, porém
mais leve e mais barato. Material mais utilizado em som automotivo.
5.5 Materiais da bobina:
Os materiais do corpo da bobina mais utilizados são:
• Papel: sem
resistência a temperatura. Utilizado em falantes de baixa
potência. A grande vantagem é o custo.
• Alumínio: tem boa dissipação de calor, mas pode dilatar
com a temperatura, deformando a bobina. Material barato, mas
indicado para falantes de baixa potência.
• Kapton® (filme de poliimida): excelente estabilidade térmica.
Ideal para falantes de alta potência, porém é uma material
mais caro.
• Nomex®, fibra de vidro, etc: são da mesma linha do Kapton®.
São materiais mais resistentes, porém de alto custo.
Os materiais do enrolamento da bobina mais utilizados são:
• Cobre: é
o mais utilizado. Material de menor resistência elétrica e
mais barato.
• Alumínio: material mais leve que o cobre, permitindo aumentar
a sensibilidade do alto-falante e sua resposta em alta freqüência.
Porém, é um material muito difícil de soldar e de maior resistência
elétrica.
• Alumínio coberto de cobre: a cobertura de cobre facilita
a soldagem. É mais utilizado que o alumínio puro.
5.6 Materiais do Imã:
Os materiais do imã mais utilizados são:
• Ferrite
de Bário: é o material mais utilizado. É mais barato, porém
sua remanência (quanto maior a remanência maior será o campo
magnético proporcionado pelo imã) é baixa.
• Neodímio-Ferro-Boro: possui uma remanência 3 vezes maior
que o ferrite. Isso faz com que para se obter um determinado
campo no gap, o volume do imã de neodímio pode ser bem menor
que o de ferrite. Por isso os alto-falantes que utilizam este
imã possuem um circuito magnético bem menor: o imã geralmente
é uma pastilha, colocada na posição do entre-ferro. Porém,
o seu custo é muito
elevado e ele perde rapidamente a magnetização quando submetido
à alta temperatura.
• Samário-Cobalto e Alnico: são imãs de terras raras como
o Neodímio e possuem características similares.



